Objeto ligado ao revezamento dos Jogos Olímpicos foi localizado pela Polícia Militar dentro de uma caixa de papelão no litoral paulista; peça havia sido furtada do ex-atleta Felipe Almeida em 2021.
Uma história iniciada há cinco anos teve um novo capítulo no litoral de São Paulo. Uma tocha olímpica dos Jogos Rio 2016, furtada em 2021, foi encontrada pela Polícia Militar na terça-feira, 11 de agosto de 2026, em Guarujá. A recuperação foi divulgada nesta quarta-feira (12). (Santa Portal)
O objeto estava no bairro Balneário Cidade Atlântica, na esquina da Avenida Dom Pedro I com a Rua Leonor da Silva Quadros. Segundo as informações divulgadas, a tocha estava envolvida em um saco plástico e colocada dentro de uma caixa de papelão. (Santa Portal)
A peça foi apreendida e encaminhada ao Distrito Policial Sede de Guarujá. Uma das reportagens informa que a Polícia Civil ainda faria a confirmação da autenticidade e procedência do objeto, razão pela qual esse ponto exige cautela até a conclusão da verificação. (Diário do Centro do Mundo)
De quem era a tocha encontrada no Guarujá?
As informações levantadas pela Polícia Militar relacionaram a peça ao furto sofrido pelo ex-atleta Felipe Almeida, que participou do revezamento da chama olímpica antes dos Jogos Rio 2016. (Santa Portal)
A tocha possuía, portanto, um significado que ultrapassava seu valor material. Ela representava a participação de Almeida em um dos principais eventos esportivos realizados no Brasil.
Durante o revezamento de 2016, a chama olímpica percorreu diferentes regiões do país antes de chegar ao Rio de Janeiro. Na Baixada Santista, Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Santos fizeram parte do trajeto. (Santa Portal)
Guarujá recebeu a passagem da chama em 22 de julho de 2016, poucos dias antes da abertura oficial dos Jogos no Rio de Janeiro. (Portal Eventos)
Como a tocha foi furtada em 2021?
O desaparecimento ocorreu em 2021, também no Guarujá. Na ocasião, Almeida estacionou seu veículo na Rua Paraguai, próximo ao prédio onde morava. Ao retornar, percebeu que o automóvel havia sido mexido e que a tocha não estava mais lá. (Santa Portal)
Uma reportagem da época registrou que a peça utilizada pelo ex-atleta durante o trajeto olímpico havia sido levada de dentro do automóvel. O caso permaneceu sem solução durante anos. (A Tribuna)
Somente agora, em agosto de 2026, surgiu uma peça que corresponde ao objeto procurado.
O intervalo entre o furto e a localização chama atenção: foram aproximadamente cinco anos até que a tocha reaparecesse, curiosamente na mesma cidade onde havia desaparecido.
Objeto estava dentro de caixa de papelão
A maneira como a peça foi encontrada também torna o caso incomum.
Segundo o 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior, policiais chegaram ao ponto indicado no Balneário Cidade Atlântica e encontraram o objeto protegido por um saco plástico e deixado dentro de uma caixa de papelão. (Santa Portal)
Após as verificações iniciais, os agentes relacionaram a peça ao registro de furto de 2021. A tocha foi então levada à delegacia para os procedimentos necessários. (THMais – Você por dentro de tudo)
Uma das versões publicadas nesta quarta-feira informa que os policiais chegaram ao local depois de uma denúncia feita por uma testemunha. A mesma reportagem afirma que a peça foi encaminhada para perícia. (Diário do Centro do Mundo)
Até o momento das primeiras publicações, não havia informação consolidada sobre quem teria deixado a caixa naquele ponto nem sobre o caminho percorrido pelo objeto durante os cinco anos em que esteve desaparecido.
Tocha carrega parte da história da Rio 2016
A recuperação chama atenção também porque as tochas utilizadas no revezamento se tornaram objetos simbólicos para milhares de brasileiros que participaram da passagem da chama pelo país.
A Rio 2016 marcou a primeira edição dos Jogos Olímpicos realizada na América do Sul. Antes da abertura no Maracanã, a chama percorreu centenas de municípios brasileiros.
As peças entregues aos participantes do revezamento acabaram se tornando lembranças pessoais daquele momento histórico. Para Felipe Almeida, a tocha encontrada está diretamente relacionada à sua participação nesse percurso.
O design da tocha da Rio 2016 também foi desenvolvido para representar características do Brasil. O modelo utilizava elementos visuais inspirados na natureza e na paisagem brasileira.
Baixada Santista fez parte da rota olímpica
A localização da peça no Guarujá cria ainda uma conexão direta com a história olímpica da própria região.
Em julho de 2016, a chama passou por Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Santos, levando milhares de pessoas às ruas para acompanhar o revezamento. (Santa Portal)
A passagem ocorreu em um momento de grande expectativa nacional pelos Jogos. Depois de percorrer outras cidades paulistas, a chama continuou sua viagem até chegar ao Rio de Janeiro para a cerimônia de abertura.
Dez anos depois dos Jogos, a descoberta da tocha no litoral paulista recupera fisicamente uma pequena parte daquela história.
O que acontece agora?
A peça ficou sob responsabilidade das autoridades após ser apresentada no Distrito Policial Sede do Guarujá. (THMais – Você por dentro de tudo)
Há uma pequena diferença entre as primeiras reportagens sobre o estágio da identificação. Algumas tratam a peça como a tocha furtada de Almeida, enquanto outra ressalta que a Polícia Civil ainda não havia confirmado formalmente sua autenticidade e que o objeto seria submetido à perícia. (Santa Portal)
Por isso, o mais adequado neste momento é afirmar que a Polícia Militar relacionou a peça encontrada ao furto registrado em 2021, enquanto os procedimentos policiais devem confirmar definitivamente sua procedência.
Também não havia, nas informações disponíveis até a manhã desta quarta-feira, indicação de prisão relacionada diretamente ao furto ou explicação sobre quem manteve o objeto durante esses cinco anos.

