O litoral brasileiro terá 75 praias e marinas reconhecidas pelo programa Bandeira Azul durante a temporada 2026/2027. A seleção reúne 63 praias e 12 marinas, ampliando a presença do país na certificação internacional. O número representa crescimento de 25% em relação à temporada anterior, quando 60 locais receberam o reconhecimento.
A informação foi divulgada em 8 de outubro de 2026 pelo Ministério do Turismo. Para turistas e moradores, a bandeira funciona como uma referência sobre a adoção de medidas relacionadas à qualidade ambiental, à organização da orla e às condições de uso dos espaços costeiros. A certificação, porém, é vinculada à temporada e depende da continuidade do cumprimento dos requisitos.
Quais destinos aparecem entre as novidades
Entre os locais citados como novidades estão as praias de Caravelas, em Armação dos Búzios, Pontal, em Arraial do Cabo, e Gravatá, em Saquarema. Os três municípios ficam no estado do Rio de Janeiro, região que concentra destinos turísticos conhecidos e recebe grande movimento durante os períodos de férias e verão.
A relação divulgada também inclui a Associação Náutica Barreiros, em Ilhabela, no litoral de São Paulo. O programa ainda registra o retorno da praia do Cumbuco, em Caucaia, no Ceará, e da praia do Cerro, em Barra Velha, Santa Catarina. A presença desses locais mostra que o reconhecimento pode envolver tanto novas adesões quanto a retomada de áreas que já integraram a certificação em outra temporada.
A lista completa reúne localidades de diferentes partes do litoral brasileiro, mas a divulgação do Ministério do Turismo destaca especialmente essas entradas e retornos. A distribuição nacional amplia o interesse do selo para além de um único estado, alcançando destinos de características distintas, como praias urbanizadas, áreas voltadas ao turismo e estruturas náuticas.
O que a Bandeira Azul avalia
O reconhecimento não considera apenas a aparência da praia ou a procura turística. Entre os critérios mencionados estão a qualidade da água, a gestão ambiental, a segurança, a infraestrutura e a destinação adequada dos resíduos. Na prática, esses pontos envolvem responsabilidades permanentes para os municípios e administradores dos espaços reconhecidos.
A qualidade da água é um dos aspectos mais diretamente relacionados à experiência de banho e ao uso recreativo da faixa costeira. Já a gestão ambiental e o tratamento correto dos resíduos estão ligados à conservação dos ecossistemas e à redução de impactos provocados pelo aumento da circulação de pessoas. Segurança e infraestrutura completam a avaliação das condições oferecidas aos visitantes.
Por isso, a bandeira não deve ser interpretada somente como uma premiação turística. O selo também sinaliza a existência de procedimentos de gestão e acompanhamento que precisam ser mantidos ao longo da temporada. Para o visitante, isso ajuda a identificar destinos que assumiram compromissos formais com a organização e a preservação de suas áreas litorâneas.
Certificação exige acompanhamento durante a temporada
O reconhecimento tem validade por temporada e está sujeito a inspeções. Essas verificações servem para avaliar se os critérios continuam sendo atendidos depois da concessão inicial. Caso as condições exigidas deixem de ser observadas, a manutenção do selo pode ser questionada, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
Esse modelo também coloca os municípios diante de tarefas que não se limitam à alta estação. Acompanhamento da balneabilidade, limpeza, orientação aos usuários, segurança e educação ambiental fazem parte de uma rotina de cuidado com a orla. A certificação, portanto, depende da articulação entre gestores públicos, responsáveis pelos locais reconhecidos e usuários das praias e marinas.
Para quem planeja viajar na temporada 2026/2027, a Bandeira Azul pode ser considerada uma informação adicional na escolha do destino. O selo indica que o local passou por uma avaliação baseada em critérios ambientais, de segurança e infraestrutura, mas não substitui a consulta às informações atualizadas das autoridades sobre condições do mar, previsão do tempo ou eventuais restrições de acesso.
O avanço de 60 para 75 praias e marinas reconhecidas representa a expansão do programa no país e aumenta a visibilidade sobre a qualidade da gestão costeira. Ao mesmo tempo, o resultado mantém o foco em uma questão central para o litoral brasileiro: oferecer espaços turísticos estruturados sem afastar a necessidade de preservar a água, a areia, os ecossistemas e a convivência segura entre moradores e visitantes.

