Ferramentas de estados como São Paulo, Bahia e Paraná informam em tempo real se as praias estão próprias ou impróprias para banho
Para quem pretende ir à praia neste verão, existe uma forma simples e gratuita de verificar antecipadamente as condições da água: os aplicativos de balneabilidade desenvolvidos por órgãos ambientais estaduais. Em São Paulo, a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) disponibiliza um aplicativo gratuito que informa a qualidade das praias monitoradas pelo órgão, com atualização semanal, sempre às quartas-feiras (fonte: Câmara Municipal de Ilha Comprida).
Como usar o aplicativo na prática
Ao abrir o aplicativo, o usuário seleciona a opção Qualidade das Praias e visualiza um mapa georreferenciado, no qual é possível clicar em qualquer município indicado com um ícone de guarda-sol para conferir a condição da água, própria ou imprópria, naquele local específico. A ferramenta também permite traçar uma rota até a praia escolhida, o que facilita o planejamento de quem ainda não decidiu qual praia visitar.
Como funciona o monitoramento em São Paulo
A Cetesb mantém uma rede com 177 pontos de amostragem ao longo dos 427 quilômetros da costa paulista, cobrindo os 15 municípios litorâneos do estado. Todos os finais de semana, técnicos coletam amostras de água do mar em cerca de 170 pontos, distribuídos por 150 das 293 praias existentes em São Paulo, enviando o material para análises microbiológicas que identificam a concentração de bactérias fecais na água (fonte: Cetesb).
O que significa balneabilidade e como é medida
Balneabilidade é o termo usado para descrever a condição da água destinada a atividades de contato direto, como natação, mergulho e recreação, sendo diferente do conceito de potabilidade, ligado à qualidade da água para consumo humano. A avaliação segue critérios estabelecidos pela Resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), utilizando a densidade de bactérias fecais como principal indicador para classificar as praias como próprias ou impróprias para banho (fonte: ABCON Sindcon).
Outras ferramentas disponíveis no país
Além do aplicativo paulista, outros estados também desenvolveram suas próprias soluções digitais. O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com estados e municípios, criou o aplicativo Praia Limpa, disponível nas versões Android e Apple, reunindo informações de balneabilidade de diferentes regiões do litoral brasileiro. Na Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) disponibiliza o aplicativo “Vai Dar Praia”, enquanto no Paraná o Instituto Água e Terra oferece o “APP Balneabilidade”, ambos com boletins atualizados periodicamente durante a temporada de verão (fonte: Instituto Água e Terra).
O monitoramento na Bahia como exemplo regional
Na Bahia, a rede amostral de monitoramento da balneabilidade é composta atualmente por 147 pontos distribuídos ao longo de toda a costa do estado, incluindo trechos movimentados como Salvador e a Baía de Todos-os-Santos. Boletins recentes do Inema já indicaram alternância entre praias próprias e impróprias em uma mesma região, reforçando a importância de consultar o aplicativo antes de escolher onde entrar no mar, já que a qualidade da água pode variar significativamente entre pontos próximos (fonte: Inema).
A extensão do monitoramento no litoral brasileiro
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, dos 17 estados costeiros do Brasil, 14 já realizam monitoramento periódico das condições de balneabilidade de suas praias, sendo que, no Espírito Santo, essa atribuição fica a cargo dos próprios municípios. O litoral brasileiro tem mais de 7.400 quilômetros de extensão, o que exige uma rede ampla e distribuída de pontos de coleta para garantir informações confiáveis em diferentes regiões do país (fonte: Ministério do Meio Ambiente).
O que considerar antes de entrar no mar
Para quem frequenta praias monitoradas, a recomendação de especialistas é sempre observar a sinalização de bandeiras na orla antes de entrar no mar: a bandeira azul indica água própria para banho, enquanto a vermelha sinaliza contaminação, geralmente de origem fecal, e recomenda que a área seja evitada, incluindo cerca de 100 metros para cada lado do ponto sinalizado. Consultar o aplicativo correspondente ao estado visitado antes de ir à praia pode ajudar a evitar exposição a águas impróprias, especialmente durante a alta temporada, quando o volume de banhistas tende a aumentar significativamente.
https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb/qualidade_ambiental/agua/praias_litoraneas
: https://abconsindcon.com.br/balneabilidade/

