As empresas familiares representam, como retrata o tributarista e conselheiro empresarial, Victor Boris Santos Maciel, uma parcela significativa da economia e carregam uma característica única: a interdependência entre negócio, patrimônio e relações pessoais. Esse modelo empresarial pode ser uma grande força quando bem estruturado, mas também pode se tornar um dos maiores riscos quando a gestão financeira não é conduzida com clareza e governança.
Muitos conflitos empresariais não nascem da operação em si, mas da falta de regras financeiras claras dentro da família. Quando empresa e família se confundem, decisões emocionais tendem a substituir decisões estratégicas, comprometendo a sustentabilidade do negócio. Venha compreender mais dos desafios e benefícios no artigo a seguir!
Os desafios financeiros das empresas familiares
O principal desafio das empresas familiares está na sobreposição de papéis. O mesmo indivíduo é gestor, sócio, pai, mãe, filho ou irmão, e essas funções acabam se misturando no momento de tomar decisões financeiras. Sem critérios bem definidos, o controle se perde e a análise dos resultados se torna imprecisa.

Victor Boris Santos Maciel alude nesse cenário que a ausência de governança financeira faz com que a empresa opere sem métricas confiáveis, dificultando investimentos, crescimento e até a sucessão. O problema raramente aparece de forma abrupta, ele se constrói aos poucos, por meio de pequenas decisões não registradas e retiradas sem planejamento.
Misturar família e empresa: onde começam os conflitos
Quando as finanças pessoais e empresariais se misturam, surgem distorções que vão além dos números, informa Victor Boris Santos Maciel. A empresa passa a ser vista como extensão do orçamento doméstico, e não como uma organização que precisa gerar resultados, reinvestir e se preparar para o futuro.
Esse cenário compromete não apenas o caixa, mas também os relacionamentos familiares. Desentendimentos sobre retiradas, investimentos e prioridades financeiras se tornam frequentes, criando um ambiente de tensão que afeta a gestão e o desempenho dos negócios.
Separação financeira entre pessoa física e jurídica
A separação entre pessoa física e pessoa jurídica é um dos pilares da governança em empresas familiares. Ela permite enxergar com clareza o desempenho real do negócio e tomar decisões baseadas em dados, não em percepções.
Conforme explica o especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, Victor Boris Santos Maciel, essa separação deve ser tratada como uma regra básica de gestão, e não como formalidade excessiva. Quando a empresa tem sua própria estrutura financeira, com controles claros e registros consistentes, o crescimento se torna mais previsível e sustentável.
Pró-labore, retiradas e regras claras
A definição de pró-labore e regras de retirada é um ponto sensível, mas essencial. Sem critérios claros, cada necessidade pessoal pode se transformar em um impacto direto no caixa da empresa, prejudicando investimentos e a própria operação.
Na visão de Victor Boris Santos Maciel, estabelecer regras financeiras não significa limitar a família, mas proteger o negócio. O pró-labore traz previsibilidade, disciplina e justiça na relação entre sócios, além de contribuir para a profissionalização da gestão.
Comunicação financeira como pilar da governança
A governança financeira em empresas familiares depende de comunicação clara e constante. Quando os números são compartilhados, as decisões são explicadas e os critérios são conhecidos, o ambiente se torna mais transparente e colaborativo. Victor Boris Santos Maciel destaca que a comunicação financeira reduz conflitos, fortalece a confiança entre os envolvidos e cria uma cultura de responsabilidade. Isso é fundamental para que a empresa cresça sem comprometer os vínculos familiares.
Governança para proteger o negócio e a família
A governança financeira não existe apenas para organizar números, mas para garantir a longevidade do negócio e a preservação das relações familiares. Empresas familiares que estruturam suas finanças, definem regras claras e adotam processos de decisão conscientes conseguem atravessar gerações com mais segurança.
Em síntese, como considera Victor Boris Santos Maciel, governança é o caminho para transformar empresas familiares em organizações sólidas, preparadas para crescer, inovar e se perpetuar no tempo. Quando a gestão financeira é tratada com seriedade, a empresa deixa de ser fonte de conflitos e passa a ser um instrumento de desenvolvimento para todos os envolvidos.
Autor: Natimoura Auderle


