Fazer compras no Japão é parte importante da experiência de viagem, e o viajante do mundo mas principalmente do Japão e Itália, Alberto Toshio Murakami, destaca que entender as regras de tax-free ajuda o turista a economizar e, ao mesmo tempo, evitar problemas na saída do país. Embora o sistema seja relativamente simples, mudanças recentes e novas regras previstas exigem atenção para quem quer aproveitar o benefício corretamente.
Se você pretende comprar eletrônicos, cosméticos, roupas ou lembranças, vale a pena entender como funciona o tax-free hoje e o que está prestes a mudar.
O que é o tax-free e como ele funciona no Japão?
O tax-free permite que turistas estrangeiros comprem determinados produtos sem pagar o imposto sobre consumo japonês, que atualmente é de 10%. Para isso, é necessário apresentar o passaporte no momento da compra em lojas credenciadas.

Existem regras específicas para tipos de produtos, como itens de consumo imediato, que geralmente precisam ser lacrados e não podem ser utilizados dentro do Japão. Já roupas, eletrônicos e souvenires costumam ter regras mais flexíveis, desde que sejam levados para fora do país.
Tal como apresenta Alberto Toshio Murakami, o ponto mais importante é lembrar que o desconto é aplicado no ato da compra, e não como reembolso posterior, o que torna o processo mais prático para o turista.
Regras atuais que o turista precisa conhecer
Atualmente, há um valor mínimo de compra por loja e por dia para que o tax-free seja aplicado, e o benefício só vale em estabelecimentos registrados no sistema. Além disso, os dados da compra ficam vinculados ao passaporte do viajante, podendo ser verificados na imigração.
Outro detalhe relevante é que produtos classificados como consumíveis, como cosméticos e alimentos, devem permanecer lacrados até a saída do país. Abrir esses itens durante a estadia pode gerar problemas em uma eventual fiscalização no aeroporto.
Segundo o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, muitos turistas ignoram essas regras por acharem que são apenas formalidades, mas o descumprimento pode resultar na cobrança do imposto na saída do Japão.
Mudanças recentes e ajustes no controle das compras
Nos últimos anos, o governo japonês vem ajustando o sistema para evitar fraudes e uso indevido do tax-free por residentes locais. Com isso, houve maior integração digital entre lojas e autoridades migratórias, facilitando a conferência das compras associadas ao passaporte.
Isso significa que o controle deixou de ser apenas documental e passou a ser mais automatizado, reduzindo brechas para irregularidades. Para o turista comum, isso não altera o processo de compra, mas reforça a importância de seguir corretamente as regras. Alberto Toshio Murakami explica que essa modernização torna o sistema mais seguro e transparente, beneficiando quem utiliza o tax-free de forma legítima.
O que está previsto para mudar nos próximos anos?
Estão em discussão mudanças no modelo de tax-free, com a possibilidade de transição para um sistema de reembolso posterior, em vez do desconto imediato no caixa. Nesse formato, o turista pagaria o imposto no momento da compra e solicitaria a devolução ao sair do país.
A proposta busca alinhar o Japão a modelos utilizados em outros países e dificultar ainda mais o uso indevido do benefício. Caso essa mudança seja implementada, o processo pode se tornar um pouco mais burocrático para o viajante, exigindo etapas adicionais no aeroporto.
Por isso, quem pretende viajar nos próximos anos deve ficar atento às regras vigentes no momento da viagem, pois o procedimento pode ser diferente do que é praticado atualmente.
Cuidados para não ter problemas na imigração
Para evitar qualquer tipo de contratempo, é recomendável manter as compras organizadas e não descartar recibos até o final da viagem. Em caso de fiscalização, ter os produtos disponíveis para inspeção pode ser necessário.
Também é importante respeitar os limites de valor e as categorias de produtos, além de não utilizar itens que devem permanecer lacrados. Embora nem todos os passageiros sejam fiscalizados, o sistema está cada vez mais integrado e automatizado. Tal como elucida Alberto Toshio Murakami, seguir essas orientações garante que a economia obtida com o tax-free não se transforme em dor de cabeça no momento de deixar o país.
Vale a pena planejar compras pensando no tax-free?
Para muitos turistas, o benefício representa uma economia significativa, especialmente em produtos de maior valor, como eletrônicos, relógios e cosméticos. No entanto, não é recomendável estruturar toda a viagem apenas em função das compras.
O ideal é enxergar o tax-free como um bônus dentro da experiência de viagem, e não como o principal objetivo. Dessa forma, o turista aproveita os passeios, a cultura e a gastronomia, utilizando o benefício fiscal apenas como um complemento vantajoso.
O equilíbrio entre consumo e experiência cultural é o que torna a viagem realmente enriquecedora, sem transformar o roteiro em uma maratona de lojas.
O sistema de tax-free no Japão é eficiente e acessível, mas exige atenção às regras e às mudanças em andamento. Entender como funciona hoje e acompanhar possíveis atualizações evita surpresas desagradáveis e permite aproveitar melhor as vantagens oferecidas ao turista. Na visão de Alberto Toshio Murakami, informação é a melhor forma de garantir uma experiência de compras tranquila, segura e alinhada às exigências fiscais do país.
Autor: Natimoura Auderle


